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Galo e o risco Sampaoli

Enquanto a turma do "não vi e não gostei" segue implicando...

15/05/2019 às 11:26
Galo e o risco Sampaoli

O conjunto brasileiro que na temporada teve o maior número de atuações daquelas claramente convincentes foi o Santos, de Sampaoli. Neste momento de instabilidade do Atlético, vejo a eliminatória que começa nesta quarta como preocupante para os mineiros.

Contra o Vasco, no domingo, o Peixe venceu com contundência. Ficou bem barato para os cariocas. A marcação avançada e extremamente intensa dificultou bastante a saída de bola da nova equipe de Luxa. Se lembrarmos dos problemas que o Galo rotineiramente demonstrou em 2019 na troca de passes próximos à área de Victor, encontraremos um ponto com consideráveis chances de ser especialmente importante no duelo. Rodrigo Santana há de atentar-se a isso. Adílson, provável desfalque logo mais, não anda correspondendo. Mas nenhum primeiro volante atleticano, nem Zé Welison, provou-se consistente este ano. Pegando uma média das finais do Mineiro até aqui, a despeito da implicância de larga fatia da torcida, Elias tem sido o melhor do time. Mas por características, como joga mais adiantado, gosta de entrar na área inimiga, não interfere frequentemente neste início das ações.

Outra característica de Sampaoli que não é tão comum nos nossos técnicos – ninguém no mundo a executa com a mesma qualidade de Guardiola –, é a de utilizar laterais por dentro. Esse expediente vire e mexe proporciona ao seu escrete a capacidade para produzir tabelas e triangulações bem rápidas, dinâmicas, em função da superioridade numérica edificada no centro, da compactação. Em boa parte da derrota para o Palmeiras achei a marcação do Galo à frente da defesa ruim, concedendo muitos espaços. Diante de um oponente com potencial tão grande para infiltrar com o domínio da posse, esse defeito, caso não corrigido, corre risco contundente de tornar-se mais prejudicial.  

Reconhecendo as próprias limitações e as virtudes adversárias, o Vasco, no Pacaembu, mudou seu esquema usual. Entrou com três zagueiros. Na fase defensiva, resguardava-se num 5-4-1. Mostrando repertório e aptidão para se adaptar às circunstâncias, o Santos aproveitou bastante os buracos que os alas cruzmaltinos eventualmente deixavam pelos flancos, ou seja: os laterais, neste cotejo, foram menos meias. E deu certo. Fábio Santos vive longo período adverso no Atlético. No domingo, Felipão mudou Dudu de lado em diferentes instantes para explorar o combate ruim do Galo pela esquerda – e olha que Guga nem defende bem, pelo menos por enquanto. Trouxe calafrios ao Mineirão em muitos lances. Rodrygo e Soteldo são ameaças do mesmo estilo: atletas ariscos, de aceleração, drible, condução. No um contra um, como pontas, sobretudo se Fábio Santos e Guga não melhorarem com relação ao que renderam no domingo e/ou não tiverem o apoio adequado de companheiros na recomposição, como diria meu grande amigo – e atleticano fanático, Renato Rios Neto –, podem fazer a casa cair.

De acordo com o Footstats, o Santos é o time brasileiro que mais finaliza na temporada até aqui. Média de 16,7 arremates por partida. Em termos de chutes em direção à meta inimiga, o Peixe também lidera a estatística nacional – 6,5 por duelo. Isso, salientemos, integrando o estadual mais difícil do país, o que, em tese, levando-se em conta que ainda estamos no começo da Série A, tenderia a diminuir os números, comparativamente a outros gigantes de praças com regionais mais fracos. Não se trata de idealizar, cair num discurso taxativo e determinista, perder a cautela nas análises, mas é fato que o Peixe, em pouco tempo, já tem a cara do seu comandante: ofensivo, ambicioso, confiante e, ao contrário do que prega a simplória dicotomia vigente, sendo o dono do futebol mais bonito sem perder a competitividade. No fundo, estas duas coisas andam juntas...

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