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FMF oferece emprego para moradores de rua em jogos disputados em Belo Horizonte 

O projeto teve início no Campeonato Mineiro e se estendeu para o Brasileirão, séries A e B, com o objetivo dar oportunidade de emprego a quem estava desacreditado na vida

Por Redação, 24/05/2019 às 09:01
atualizado em: 24/05/2019 às 12:21

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Foto: Divino Advíncula/PBH
Divino Advíncula/PBH

Em Minas, um torcedor chega ao estádio. Após ser vistoriado, ele apresenta o ingresso e passa pela catraca, que dá acesso às arquibancadas. O homem que recebeu o ingresso e liberou o acesso ao torcedor é Carlos Antônio Gomes Silva, 50 anos, um dos moradores em situação de rua acolhidos por um importante projeto da Federação Mineira de Futebol (FMF), em parceria com o Projeto Trem das 7. 

Ouça o conteúdo que foi ao ar no programa Bastidores, produzido pelo repórter Fabrício Calazans

O projeto teve início no Campeonato Mineiro e se estendeu para o Brasileirão, séries A e B, com o objetivo dar oportunidade de emprego a quem estava desacreditado na vida. São oferecidos empregos de catraqueiros em jogos realizados em Minas Gerais para partidas de América, Atlético e Cruzeiro. 

“Eu poderia estar com esse espaço do meu dia voltado para o mundo das drogas, mas estou prestando um serviço para a sociedade e, por meio da oportunidade, buscando uma melhora. Isso aumentou a minha autoestima e me fez acreditar que é possível”, destaca Carlos Antônio. 

Idealizador do projeto, o presidente da FMF, Adriano Guilherme Aro, destaca que o objetivo é dar uma chance a essas pessoas. “Em conversa com eles [moradores em situação de rua], eu pude perceber que a grande questão é a falta de oportunidades. Pessoas que vêm para ganhar a vida na capital mineira, ou por alguma desavença com a família, acabam se encontrando em situação de rua, e para fugir do frio e da fome acabam entrando em contato com as drogas e a vida desanda”.

“Ao invés de pedir que outros ajudem, eu pensei: por que não a Federação ajudar? São os melhores profissionais que nós temos. Aqueles mais dedicados, pontuais e empenhados. Aqueles que querem agarrar a oportunidade com unhas e dentes. Estamos muito felizes com o resultado e temos esperança de apresentar esse projeto a outras empresas e aos nossos filiados, clubes, para que eles possam dar a essas pessoas uma oportunidade”, completa. 

Para fazer a seleção dos moradores, o Projeto Trem das 7 entrou em ação. A iniciativa social, voltada para moradores em situação de rua, abraça quem utiliza o Albergue Tia Branca, no bairro Floresta, região Leste de Belo Horizonte. São oferecidas dinâmicas esportivas, com corridas três vezes por semana, e também apoio psicológico. A oportunidade de emprego, junto a FMF, foi a cereja do bolo.

“O Trem da Sete tem o vagão do autoconhecimento e do esporte. Com isso, os homens ficam bem emocionalmente e bem fisicamente, mas para sair das ruas eles precisam de emprego. E aí que entra essa parceria maravilhosa com a FMF de dar oportunidade a eles. Emprego está difícil para todo mundo. Imagina para quem está na rua?”, destaca Erica Machado, psicóloga e voluntária no projeto. 

Personagem descrito no início da matéria, Carlos Antônio atualmente vive no Abrigo Anita Gomes dos Santos, no centro da capital mineira, assim como outros que ganharam a oportunidade de trabalhar para a FMF. No abrigo, eles podem ficar por um ano e meio, especializarem-se por meio de cursos e oficinas, além de ter um aparato completo, com todas as refeições. 

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