Edilene Lopes

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Governo pretende desestatizar Cemig, Copasa e Gasmig aos poucos 

14/10/2020 às 04:26

A privatização da Cemig, se for realizada, não deve ocorrer de forma integral, com a venda de toda a empresa de uma só vez. O governador Romeu Zema pretende vender parte dos ativos, valorizar a empresa e, depois, se desfazer do restante. Os planos para a estatal foram revelados pelo governador em um evento com jornalistas nesta quarta-feira.  Ele exemplificou dizendo que se o estado hoje tem o controle da empresa, com 17% das ações, ao se desfazer de parte delas ficando com 13, 12 ou 10%, o executivo atrairia novos investidores, aumentaria o valor de mercado do bem e depois poderia vender a um valor mais vantajoso. Segundo Zema, a desestatização da Copasa e da Gasmig ocorreria nos mesmos moldes.  

A princípio, para privatização das estatais, o governo precisa de autorização da Assembleia de Minas Gerais e, no caso da Cemig, a Constituição Estadual prevê a realização de um plebiscito popular. As justificativas do governador para se desfazer das empresas seriam, além da ideia de um estado mais enxuto, os relatos de que os serviços prestados tanto pela Cemig quanto pela Copasa são ruins porque as empresas estão sucateadas e essa dificuldade em atender os cidadãos e as empresas entravam o desenvolvimento econômico de Minas Gerais. 

Reforma Administrativa 

O governo continua apostando nas privatizações como forma de recuperar a saúde financeira do estado. A reforma da Previdência, segundo o governador, vai gerar um impacto mais efetivo a médio prazo, daqui a mais ou menos dez anos. Antes disso, ele aposta também na reforma Administrativa. No entanto, Minas, antes de fazer sua própria reforma, vai aguardar a do governo federal, que o governador espera que seja robusta e que contemple os estados. 

Atração de investimentos  

Outra aposta do governo está na atração de investimentos. Estão em curso, ou formalizando investimento ou em obras, empreendimentos em áreas como mineração, energia, alimentos e bebidas, logística e setor automotivo. Segundo o governador, ha um esforço de atração de investimento para o Vale do Jequitinhonha, mas há um problema de fornecimento de energia e mão de obra específica para alguns setores na região. O pano de fundo da atração de investimentos é a oferta de condições para que as empresas se instalem nos estados. Benefícios como isenção de impostos para determinados empreendimentos por determinados estados, a chamada guerra fiscal, fazem parte de um debate antigo com defensores e críticos ferrenhos.

Covid-19 

Sobre o combate ao novo coronavírus, o governador disse que se a União tivesse o mesmo desempenho de Minas o Brasil teria poupado pelo menos 70 mil vidas. Sobre o Hospital de Campanha, a estrutura foi 100% desmontada, profissionais foram realocados e materiais e equipamentos foram distribuídos na rede de saúde. 

Encontro secreto 

Nesta quarta-feira, o governador participou também de um encontro com o ministro da Casa Civil, Braga Neto, na Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg). Zema foi ao encontro de empresários como convidado. A FIEMG, anfitriã, não divulgou o evento nem marcou coletiva de imprensa. Nenhum participante falou uma palavra sequer sobre o assunto. 

*As definições de palavras do dia a dia da política que citamos aqui você encontra no do ABC da Política, para consulta e compartilhamento, no Instagram @reporteredilenelopes.

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