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O futebol é coisa séria

A ilha da fantasia está chegando ao fim. Fique de olho no seu manto sagrado.

01/07/2019 às 03:59

Bruno Cantini/Atlético


De uns tempos prá cá as receitas dos clubes de futebol se multiplicaram. Na mesma proporção e, até acima, as despesas pularam para números absurdos colocando as nossas centenárias entidades esportivas num processo de total falta de juízo.

As diretorias que entram pensam em títulos. As dívidas crescentes devem ser pagas pela próxima, próxima e na próxima diretoria.

Esta é a tempestade perfeita. Para tentar pagar só a folha -esqueçam o passivo- os dirigentes passam a vender por preços de ocasião as revelações e os bons jogadores que surgem. Enquanto isso, num processo inverso, repatriamos jogadores com data vencida que já cumpriram seu ciclo no exterior e voltam para uma sobrevida no Brasil.

Atualmente não temos divisão de base para formar times. Elas servem para suprir o caixa, quase sempre no vermelho.

Os clubes brasileiros pagam a rolagem das dívidas perdendo grande parte de sua receita com juros, multas e repassando a parte do leão para empresários.

Para piorar a gestão das nossas gloriosas bandeiras esportivas há um delírio total com cargos desnecessários, funções em dobro ou triplo e salários de futebol europeu.

A FIFA está sempre ameaçando punições severas e uma hora elas chegam ao Brasil.

Há uma semana o Milan foi excluído de competições europeias porque o seu balanço teve salto negativo no exercício. Triste, lamentável, severo, mas dentro da lei.

O torcedor e a torcedora não leem balanços, hoje obrigatórios. Seria bom cobrar dos dirigentes uma mudança de postura. Seriedade, seria a nova palavra de ordem.

A ilha da fantasia está chegando ao fim. Fique de olho no seu manto sagrado.

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