Rômulo Ávila

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Atlético medíocre e sem competitividade

01/11/2019 às 02:00
Atlético medíocre e sem competitividade

Vagner Mancini não é o culpado pela situação vexatória do Atlético no Campeonato Brasileiro. O clube corre, sim, risco de rebaixamento, mas a culpa é da diretoria. Contratações erradas, salários atrasados, decisões equivocadas e um time sem o mínimo de competitividade são apenas alguns problemas.  A própria contratação do atual técnico, com histórico de queda, mostra como a diretoria atleticana não encarou com a devida seriedade a complexidade do Brasileirão e o risco de rebaixamento.

Contratar um técnico para apenas três meses de trabalho não é o único erro recente do presidente Sérgio Sette Câmara. A entrevista coletiva dele falando sobre 2020 é algo irresponsável. Como um presidente torna público que a maioria do elenco não ficará para a temporada seguinte se o time corre risco de ser rebaixado? Qual o compromisso dos jogadores na reta final da temporada sabendo que não vão continuar no clube no ano seguinte? Aliado a isso, o atraso de salário, contusões de jogadores importantes e a medíocre qualidade técnica do elenco.

Matematicamente, a situação do Atlético ainda não é desesperadora. Com 35 pontos, precisa de três vitórias para evitar o vexame histórico. O problema está, justamente, no comportamento do time. Vou relevar o fato de ter conquistado apenas duas vitórias nos últimos 15 jogos. O Atlético perdeu a competitividade. O ponto fora da curva foi a surpreende vitória sobre o Santos.

Compare as atuações do Atlético com as de equipes que brigam contra o rebaixamento. A própria Chapecoense, virtualmente rebaixada. É um time que não se entrega, que tem brio. Vejo o mesmo no Ceará, Cruzeiro, Fortaleza, CSA (que fogo fizeram contra o Flamengo) e até no lanterna Avaí. Falta tudo, menos vergonha na cara.

Nesse sentido, a merecidíssima derrota para a Chapecoense pode servir para o clube acordar. Se não competir, continuará a envergonhar sua torcida tão apaixonada e fiel. 

Além disso, é preciso avisar ao técnico Vagner Mancini que o lento Réver não tem condição física nem idade para ser volante, que o limitado Patric é menos pior que o Guga e que Ricardo Oliveira não pode ser titular. 

É hora para entender e aceitar o momento crítico da equipe e o risco de entrar na zona e de não ter força para sair, pois o time é ruim e, sobretudo, sem vergonha.

Apesar disso, o Atlético é maior. E a torcida, melhor que ninguém, sabe disso. É  hora de abraçar o clube ( não o time), como sempre fez especialmente nos momentos ruins, e evitar o segundo rebaixamento da história. A torcida, definitivamente, não merece isso.

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