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Cruzeiro notifica esposa de Wagner Pires por uso da marca do clube em instituto

Por Redação, 30/03/2020 às 20:49
atualizado em: 30/03/2020 às 20:55

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Foto: Vinnicius Silva/Cruzeiro
Vinnicius Silva/Cruzeiro

Wagner Pires de Sá deixou a presidência do Cruzeiro no fim do ano passado –renunciou ao cargo após ser investigado de vários crimes no clube, como corrupção e lavagem de dinheiro –, mas ainda continua sendo assunto dentro do clube. Nesta segunda-feira, a Raposa informou que notificou a esposa do ex-presidente, Fernanda Moraes de São José, para que deixe de usar símbolos, escudo, emblema e o nome Cruzeiro Esporte Clube no Instituto 5 Estrelas.

De acordo com o Cruzeiro, o instituto pertence à Fernanda São José, que adquiriu a associação junto ao clube em 2018 por R$ 20 mil. O valor seria pago em 24 parcelas. No entanto, a Raposa considera que não há um contrato de licenciamento autorizando a licença da marca. 

“Além de considerar o contrato imoral, já que foi realizado entre o então presidente e sua companheira, e por valor irrisório, o clube considera também indevida a utilização da sua marca, por ser ilegal qualquer vinculação de qualquer atividade aos nomes e/ou marcas do Cruzeiro, diante da falta de contrato de licenciamento”, se pronunciou o clube em nota.

O Cruzeiro informou ainda que enviou notificações em dois endereços onde o Instituto 5 Estrelas está sediado. Contudo, no primeiro foi informado que os diretores do instituto não vão ao local há aproximadamente um ano. Já no segundo, foi declarado que a sede nunca teria funcionado naquele endereço.

“Diante dessas 'contradições' e na possibilidade de o referido instituto não estar operando regularmente, decidiu-se realizar a notificação na residência da presidente do instituto, Fernanda Moraes de São José, o que foi feito”, ressaltou o clube celeste, que completou dizendo que “no caso de descumprimento, serão tomadas todas as medidas cabíveis, cíveis e criminais”.

O Instituto 5 Estrelas foi lançado em 26 de julho de 2018 em um evento no Palácio das Artes. Segundo a associação, são feitos trabalhos “com crianças, adolescentes e outros indivíduos em situação de vulnerabilidade para promover o desenvolvimento social dos menos favorecidos que residem em áreas carentes de Belo Horizonte”.

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