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Desempregados encontram nas entregas por aplicativos maneira para sobreviver em meio à pandemia

Por Redação , 03/06/2020 às 07:02
atualizado em: 03/06/2020 às 08:56

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Foto: Rômulo Ávila/ Itatiaia
Rômulo Ávila/ Itatiaia

Muitos trabalhadores de Belo Horizonte que perderam o emprego em razão da pandemia do novo coronavírus recorreram ao sistema de entregas por meio de aplicativo para manter renda em meio ao avanço da covid-19. Como bares e restaurantes estão funcionando apenas no sistema de delivery, o mercado para motoboys e ciclistas está aquecido. Somente a plataforma Ifood teve 40 mil novas adesões nos últimos meses no Brasil.

O zelador Gabriel Gomes do Santos perdeu o emprego com carteira assinada. Para manter a família, começou com as entregas por meio do Ifood. “Tem sido muito bom, principalmente nos finais de semana. Durante a semana o fluxo não é tão intenso. Perdi meu emprego fixo, trabalhava como zelador, mas não tenho o que reclamar. Tem sido bom e está dando para sustentar a família”, disse.

Já Elivélton Antônio de Souza, de 18 anos, ganha a vida pedalando. Ele é entregador da plataforma Uber Eats. “Foi a melhor coisa que inventaram para os entregadores de bicicletas. Quem está ganhando dinheiro somos nós, porque está tudo parado e só delivery funcionando.Por dia, é R$ 50, R$ 60, R$70”, comemora.

Jeferson Pereira Batista, 33 anos, era vigilante. Agora, faz média de 25 entregas por dia como mototoboy. “No final de semana a demanda é maior”, diz. Ela pondera que o número entregas aumentou, mas também tem mais profissionais trabalhando no setor. 

O diretor de Comunicação Institucional e Sustentabilidade do iFood, Bruno Montejorge, diz que a plataforma percebeu mudança no comportamento  em relação aos meses antes da pandemia. Aumento do tamanho das porções, crescimento de pedidos de algumas categorias (padaria, bolos, açaí) e aumento dos colaboradores. 
 

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