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Documento da OMS diz que China atrasou liberação de informações no início da pandemia

Por Agência Estado, 02/06/2020 às 14:08
atualizado em: 02/06/2020 às 15:19

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A China atrasou a entrega de informações importantes sobre a covid-19 durante os primeiros dias da pandemia, de acordo com documentos e gravações de reuniões da Organização Mundial da Saúde (OMS) obtidos pela Associated Press. O país publicou o genoma do vírus causador da covid-19 no dia 11 de janeiro, uma semana após três laboratórios chineses já terem sequenciado o mapa genético do novo coronavírus, afirmam os documentos vazados.

Segundo a reportagem da AP, controles rígidos de segurança no país e a competição no sistema público de saúde da China foram as causas para o atraso. O governo chinês ainda teria atrasado em duas semanas o número de casos de infectados quando a pandemia teve início na cidade de Wuhan.

"Estamos recebendo uma quantidade mínima de informações. Não é o suficiente para nos planejarmos adequadamente", declarou a epidemiologista norte-americana e parte do grupo da OMS que lida com a pandemia, Maria Van Kerkhove, em uma reunião interna do órgão.

Após testar quase a totalidade de sua população, Wuhan reportou nesta terça-feira, que 300 pessoas são portadoras assintomáticas do novo coronavírus no município, enquanto nenhum caso com os sintomas da covid-19 foi registrado.

No total, a China somou 83.022 infectados e 4.634 óbitos causados pela covid-19. Nesta terça foram adicionados 5 novos casos à contagem feita pelo governo chinês.

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